
O excesso de lixo e a escassez de consciência

imagem retirada do google
Segundo dado da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelp), a produção de lixo no Brasil tem crescido ano a ano, uma situação alarmante. São diversas as consequências provenientes desse excesso, como alagamentos, poluição das margens dos rios, praias sujas, a fauna em risco, e a saúde pública comprometida.
A gestão pública deficiente não é única causa da geração descontrolada de lixo, a população também possui parte dessa responsabilidade. A garrafa pet do churrasco de domingo é a mesma que entope o bueiro semanas depois, se for mal descartada.
Os meses com maior índice de chuvas agravam bastante a situação de alguns bairros de Manaus, principalmente onde a coleta de lixo é problemática e há um descarte inapropriado de lixo. Fato que se afirma na fala da estudante Érica Carolina (21), residente da Zona Sul de Manaus : “é difícil, o povo todo aqui joga lixo embaixo da ponte e perto do bueiro, faz montanha de lixo, aí quando chove alaga tudo, a água vara no joelho, essa água toda suja que faz mal para as crianças".
O estado crítico do porto de Manaus foi citado por uma das entrevistadas. Bianca Lopes (23), autônoma, relatou: “o porto é um ótimo exemplo de irresponsabilidade e descaso. O tanto de lixo que rodeia as margens do rio é revoltante, fora o odor que causam”.
A solução mais plausível seria uma reeducação ambiental, iniciando nas escolas até ambientes de trabalho, com o objetivo de fazer o humano se sentir parte do meio. O biólogo Bruno Leão (41) diz que seria necessário um estudo aprofundado da população, para entender suas perspectivas sobre o assunto, para que toda essa estratégia não seja em vão.
Ainda falou sobre banalização de tal ideia, confirmando nesta fala: “infelizmente, a Educação Ambiental, que é a ferramenta mais importante e mais barata de conservação do meio ambiente, é menosprezada pela maioria das instâncias públicas”.
Gustavo Santos e Otávio Guedes.